Quarto novo

No meio do ano vou me mudar de apartamento e ao invés da festa de quinze anos, uma das coisas que irei fazer é mudar meu quarto de aparência. Você quer decorar o seu quarto, mas não tem muitas ideias? O programa on-line Autodesk pode te facilitar muito a compor um cômodo. 

Veja a minha criação. Uma possível ideia para o meu novo quarto!

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Algumas outras ideias para inspirar a decoração do meu quarto:

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Famosos veículos da história da ficção

Quem nunca dedicou um tempinho do seu final de semana pra assistir aos mais famosos desenhos animados e histórias de super-heróis? Pois é, existem marcas que fazem parte da infância de cada um, e muitas vezes as piadas, as lembranças são daqueles incríveis veículos fictícios que fazem parte das incríveis peripécias das personagens.

“Dizem por aí que não importa para onde você está indo, o importante é apenas ir. E se puder fazer isso com estilo, melhor ainda. É o que fazem personagens de histórias em quadrinhos, séries, filmes e desenhos. Com seus possantes ou cabines telefônicas, eles se aventuram por céu, terra, mar, passado e futuro. Para você conhecer ou relembrar essas máquinas tão especiais, a SUPER listou 14 veículos inesquecíveis da ficção:

1. Máquina do Mistério

Se não fosse por aqueles garotos intrometidos e aquele cachorro idiota, as tardes de sua infância com certeza não teriam sido tão divertidas. No desenho animado lançado originalmente em 1969, Fred, Velma, Daphne, Salsicha e, é claro, o cãozinho medroso Scooby-Doo se aventuravam investigando criminosos a bordo da icônica Máquina do Mistério.A van psicodélica do grupo de adolescentes metidos a detetives foi votada como o melhor carro da ficção de todos os tempos em pesquisa realizada pela Toys R Us em 2006.

2. Batmóvel

Para lutar contra o crime, Bruce Wayne sempre anda em grande estilo. O clássico Batmóvel apareceu pela primeira vez nos quadrinhos Detective Comics #27, em 1939. Então, o carro do morcegão era um simples conversível vermelho. Só nas edições seguintes ele foi ganhando a sua famosa forma, que apareceu na série de TV do super-herói que estreou na ABC em 1966. A versão tanque de guerra do Batmóvel, como visto na trilogia dirigida por Christopher Nolan, apareceu pela primeira vez em Batman: O Cavaleiro das Trevas, HQ desenhada e roteirizada por Frank Miller, publicada em 1986.

3. Ford Anglia

Se você é fã da série Harry Potter com certeza já sonhou em ganhar uma Firebolt (a vassoura voadora mais veloz do mundo bruxo) de presente de aniversário, ou atravessar a plataforma 9 ¾ e embarcar no Expresso de Hogwarts. Mas fã de verdade sonha em pegar uma carona no Ford Anglia voador de Arthur Weasley. O veículo trouxa foi encantado pelo bruxo, ganhando não apenas a habilidade de voar, mas também função de invisibilidade e interior expandido – nele cabem todos os membros da numerosa família ruiva. Foi com este carrinho envenenado que os irmãos Weasley resgataram Harry da casa de seus tios em A Câmara Secreta – e foi com ele também que Potter e Rony fizeram uma aterrissagem forçada em cima do Salgueiro Lutador. Ops.

Bônus: O mundo mágico criado por J.K. Rowling está cheio de meios de transporte fantásticos que provavelmente seriam bem populares se existissem no mundo trouxa real. Outro exemplo é o Nôitibus Andante, extravagante ônibus roxo de três andares equipado com camas ao invés de assentos. Criado para apanhar bruxos perdidos e levá-los aos seus destinos, o veículo é super veloz e faz com que todos os objetos que encontra pela frente desviem de seu caminho, evitando qualquer colisão.

4. DeLorean

O DeLorean DMC-12, lançado em 1981, foi o único modelo produzido pela empresa DeLorean Motor Company, que entrou em falência antes de ver sua criação se tornar um fenômeno cultural. O simpático carro com asas-de-gaivota foi usado pelo excêntrico Dr. Emmett Brown para criar a máquina do tempo que levou Marty McFly para passeios que desafiavam o continuum espaço-tempo na trilogia De volta para o futuro, iniciada em 1985. Sonha em ter um DeLorean para chamar de seu? Melhor abrir a carteira: apenas 9 mil carros foram fabricados e hoje estima-se que existam cerca de 6 mil modelos originais no mundo. Em 2008, passaram também a ser vendidos “novos” DeLoreans em edição limitada, que custam entre 60 e 90 mil dólares.

5. Nautilus

Um dos mais famosos anti-heróis da ficção navega pelas profundezas dos sete mares a bordo do Nautilus. O submarino, movido por energia elétrica e totalmente autônomo do meio terrestre, foi criado e comandado pelo Capitão Nemo, personagem de Vinte Mil Léguas Submarinas, escrito pelo francês Júlio Verne em 1870.

6. Yellow Submarine

Todos vivemos em um submarino amarelo graças ao Quarteto de Liverpool. Escrita por Paul McCartney, a canção Yellow Submarine integra o álbum Revolver, de 1966, mas a imagem da psicodélica embarcação foi imortalizada na animação de mesmo nome, lançada em 1968. Nela, os Beatles (a bordo do submarino) têm como missão salvar a cidade de Pepperland quando ela é atacada pelos Blue Meanies, sujeitos malvados que querem acabar com o amor, a música e as cores – algo que os Fab Four jamais permitiriam, é claro.
7. Discovery One

Talvez a Discovery One não ficasse tão famosa não fosse pelo computador de bordo HAL 9000. Ainteligência artificial, que controla a maioria das operações da nave espacial, é o principal antagonista de 2001: Uma odisseia no espaço, clássico de Stanley Kubrick lançado em 1968.

8. Millennium Falcon

No universo de Star Wars, os veículos estão todos nas alturas. Mesmo com caças estrelares X-Wing, o podracer de Anakin Skywalker e diversos destroyers voando por aí, impossível não lembrar da Millennium Falcon. A nave imponente, que apareceu primeiro no Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977), é comandada pelo charmoso mercenário Han Solo e seu amigo wookiee, Chewbacca.

9. Herbie

Quem consegue resistir àqueles grandes farois? Herbie, fusca com vida própria e cheio de personalidade, apareceu pela primeira vez no filme Se meu fusca falasse, de 1969. No longa, Herbie é um fusquinha desprezado que acaba encontrando Jim Douglas, um piloto de corridas cuja carreira vai de mal a pior. Graças ao carro especial, Jim ganha confiança e começa a vencer corridas. Depois disso, o carrinho 53 continuou encantando o público em outros cinco filmes da Disney: As novas aventuras do fusca (1974), Um fusca em Monte Carlo (1977), A última cruzada do fusca (1980), no remake do filme original, de mesmo nome, lançado em 1997, e no mais recente Herbie – Meu fusca turbinado (2006), estrelado por Lindsay Lohan.

10. TARDIS

Não se deixe enganar pelas aparências: apesar de parecer uma simples cabine de polícia de Londres, para viajar no tempo e explorar o universo não há opção melhor do que a TARDIS (acrônimo de Time and Relative Dimension in Space – ou “tempo e dimensão relativas no espaço”, em português). A clássica máquina do tempo e nave espacial faz parte da série britânica Doctor Who, mais longo e bem sucedido seriado de ficção científica do mundo, no ar desde 1963. Cool. Cool, cool, cool.

11. Aston Martin

O nome é Martin, Aston Martin. O mais famoso veículo de James Bond deve sua fama ao Agente Q da vida real: foi o especialista em efeitos especiais John Stears que transformou o Austin Martin DB5, de placa BMT 216A, em um ícone cultural. O belo carro apareceu primeiro no filme 007 Contra Goldfinger, de 1964, e foi visto novamente em 007 Contra a Chantagem Atômica, de 1965. Em Skyfall, último filme da série do mais famoso agente secreto, é Daniel Craig quem dá uma voltinha no clássico carro.

12. Enterprise

Impossível falar sobre os veículos mais famosos da ficção sem lembrar do Capitão Kirk e Spock a bordo da Enterprise. Inventada e reinventada diversas vezes ao longo dos anos na franquiaStar Trek, a nave espacial e sua tripulação estrearam na TV 1966, com a missão de “audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve”.

13. Mach 5

Talvez você não o conheça pelo nome, mas certamente se lembra do seu dono: Mach 5 é o clássico (e veloz) carro dirigido por Speed Racer. Lançado originalmente como Mach Go Go Go, em 1958, o manga foi logo transportado para a telinha em série veiculada durante a década de 1960. Em 2008, Lana e Andy Wachowski levaram o clássico carro de corrida branco para a telona.

14. Corrida Maluca

A série animada que tinha como estrela não um, mas 11 carros cheios de personalidade (pilotados por personagens igualmente ~espirituosos~), não poderia ficar de fora da lista. O objetivo de todos os competidores desta Corrida Maluca era o mesmo: buscar o título mundial de “corredor mais louco do mundo”. Na pista, insanidade era o que não faltava: no carro 00, a Máquina do Mal, estava o vilão Dick Vigarista e o rabugento cão Muttley; o carro 5,Carrinho para Frente, era a máquina cor de rosa dirigida por Penélope Charmosa; o carro 2, oCupê Mal-Assombrado, era pilotado pelos Irmãos Pavor; o carro 7, Carro-à-Prova de Balas, era conduzido pelos gangsters da Quadrilha de Morte. Completavam a corrida os envenenadosCarro de Pedra, Carro Cheio-de-Truques, Lata Voadora, Carro Tanque, Carroça a Vapor, Carrão Aerodinâmico e o Carro Tronco. Produzido pela Hanna-Barbera, o desenho animado teve ao todo 34 episódios, veiculados originalmente entre os anos de 1968 e 1970.”

Fonte: Super Interessante

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/

Maria, Maria

Não se pode discordar que aquele sentimentalismo todo que dizem pertencer às mulheres é o que faz a vida acontecer.
Se não é da mulher que surge o equilíbrio, o bom senso e ousadia, já não se pode indicar outra espécie de mediador do homem com o Deus interior de cada um de nós.
Sabe-se da fraqueza feminina, se apresenta a guerreira. Fala-se das que envelheceram, apresentam-se marcas de sabedoria. E dentre as que permanecem caladas, vocês hão de convir, existem as mais surpreendentes figuras femininas. E me diga mais uma, mais uma centena de razões para se orgulhar de ser mulher.
Eis que um dia nós surgimos na Terra, fomos amadas, fizemos do amor uma grande razão para viver.
Parabéns a todas as que já foram, são e ainda serão orgulhosas mulheres, o mais alto cargo na grande indústria de emoções que é a humanidade. Um grito de Vitória, afinal somos todas Marias!

Retratos da infância

Naquela época, eu era apenas um leitor de O Pequeno Príncipe. Meus fios de cabelo mudavam de cor, a voz distoante.

Sonhava com o mundo que o livro me trazia, já que não se podia vivê-lo. O que será? Pouca leitura? Deve ser por isso que o final das histórias desse livro em que vivo fogem da originalidade. 

E eu lia e relia trechos de Antoine de Saint-Exupéry. “Há milhões e milhões de anos que as flores produzem espinhos. Há milhões e milhões de anos que, apesar disso, os carneiros comem. E não será importante procurar saber por que elas perdem tanto tempo produzindo espinhos inúteis?”

E era um desejo infinito de entender as flores e os carneiros. Naquela época, eu tinha espinhos e não sabia. E se haviam espinhos, já haviam carneiros. Se carneiros haviam, fazíamos parte de um mundo onde histórias escritas não era revelação a nenhum leitor. Não era seguro, não era efêmero. Era fantasia para um pequeno leitor de um grande livro. “Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi. […] O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos.”

Andorinhas do seu olhar

Eu estava do lado da janela sentada olhando através dos vidros escuros as andorinhas voando ansiosas e desorientadas e de repente, o som arranhado que o giz fazia no quadro me levou de volta às explicações incoerentes que só embaralhavam ainda mais os meus pensamentos. Os números se transformavam em novas andorinhas ainda ansiosas e desorientadas. Mas dessa vez eu estava entregue às lembranças. Ele não gostava que eu me sentasse sozinha, inquieta e pensativa. Me mostre seu sorriso! Mas dessa vez eu estava ali sentada sozinha, inquieta e pensativa e ele viu e não falou nada.

Ele queria que eu fosse até ele, mas eu falei que não. Sabia que ele queria que eu fosse até ele. Mas insisti a mim mesma que não. Ele sorriu desviando seu rosto e eu também sorri. E então ele queria me olhar mais uma vez e saiu dos pensamentos, voltou à aula. Eu estava sozinha, inquieta e ele não falou nada.

Enxerguei-o conversando com a outra que apenas balançou a cabeça e agora eles estavam rindo juntos, assim, um do outro. As andorinhas voando lá fora.

Eu estava olhando para as tantas andorinhas. Nós agíamos como duas, ansiosas e desorientadas.

Vendo minha distração, a professora que também parecida desorientada aos meus olhos, pediu a mim que lesse os dois últimos períodos de um texto que nem eu nem ele acompanhávamos, tenho certeza.

“Você não pode calcular o tanto que eu gosto de você. Eu gosto demais de você, demais, demais.”

Fechei os olhos, respirei fundo e olhei novamente em sua direção. Nada de olhares. Ele me respondeu com um sorriso e lá estava eu a me perder novamente com as andorinhas voando ansiosas e desorientadas.