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Existem momentos na vida em que você vira refém dos seus desejos e mesmo sem ter tempo de pensar em fatos banais, você se pega olhando pro passado e tentando consertar a si próprio. E isso não tem idade nem endereço, é simplesmente humano, sem explicações. Não é novidade o dia-a-dia não ter explicações. 

Você quer ser astronauta, mas tem medo de altura. Quer viver perigosamente, mas é extremamente bom com números. Quer ser livre, mas simplesmente não corresponde ao biotipo necessário para seguir na vida. 

Se um dia você tiver vontade de voltar ao destino de dez anos atrás e não souber como,  sempre vai ter alguém do seu lado. Você não sabe quem é e tem medo de escolher errado, de ser enganado, mas eu te mostro como. Eu sou o destino e você não acredita em mim, mas simplesmente não tem escolha. Você da os seus passos e eu te empurro como esse vento constante que sopra lá fora. E vou ser o que vai te salvar e depois de tudo não ser reconhecido. Parabéns pela sua coragem, você seguiu sozinho e virou astronauta, seguiu sozinho e foi liberto. Eu só peço que algum dia você perceba que eu salvei a sua vida há dez anos atrás e que correr sozinho é impossível, que as escolhas foram extremamente calculadas pelo aventureiro, temidas pelo astronauta e libertas pelo cara de trás das grades. 

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