The Blue Umbrella – Official Teaser Trailer

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Romeo & Juliet

“Quem é aquela dama, que dá a mão ao cavalheiro agora? Ah, ela ensina as luzes a brilhar! Parece pender da face da noite como um brinco precioso da orelha de um etíope! Ela é bela demais pra ser amada e pura demais pra esse mundo! Como uma pomba branca entre corvos, ela surge em meio às amigas. Ao final da dança, tentarei tocar sua mão, pra assim purificar a minha. Meu coração amou até agora? Não, juram meus olhos. Até esta noite eu não conhecia a verdadeira beleza.”

Romeo e Julieta

A Caveira é um símbolo antigo para representar a mudança. Mais especificamente, uma grande mudança na vida, associada com a morte, que é a maior mudança de todas. A caveira significa transformação, novo ciclo. Em algumas culturas também significa poder, força ou um símbolo de invencibilidade ou perigo. Mostra que todos somos iguais por dentro, não temos cor, sexo, classe social ou preferências.

Vendo o vídeo me lembrei de um desenho que fiz baseado em uma imagem que encontrei. O desenho representa o amor entre os pássaros e por isso, adicionei à imagem um coração preto e branco. 

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Décadas da minha vida

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Já sou um homem experiente, confesso. Tenho mulher, dois filhos e muita felicidade para morar no meu coração. 
Hoje completo cinquenta primaveras e junto a elas me veio a esperança de um dia poder voltar no passado e reviver as flores que me fizeram ser o homem que sou. Enquanto não encontro maneira de voltar no tempo, vou sempre lembrar e vive-los assim, no pensamento. A lembrança agora voltou para me buscar, uma estranha forma de entender o tempo. Foi então um tão primoroso dia que trouxe à minha família o Tempo em forma e cor. Florido e perfumado era ele, girava e passava por nós como uma leve brisa. Veio comemorar a chegada da década tão bonita que se instalou nos olhos de uma menina ainda ingênua e colorida. A vimos aprender a alcançar desejos, a realizar. O dia foi de tal alegria que marcou na memória como nenhum outro dia. 
Tê-la sorrindo para o mundo e começando a realmente perceber em que consiste a vida é algo indescritível.
Sentados no sofá da sala, entregamos a ela um relógio. A interação com o mundo exige responsabilidade e crítica, exige o tempo. Seus ponteiros ainda estáticos pediam ao tempo para que os trouxesse à vida.  
Um relógio então, descansa na mesa de quarto de uma menina crescida, já mulher, na qual viveu e se fez viver a passagem do tempo, a década que transformou a infância para o que chamamos de viver. Seus cabelos tornaram-se grisalhos, seus cachos perdidos pelo resto dos fios. O que não perdeu a vida foram seus olhos que ainda brilham como rubis. Ali dentro ainda existia a alma e a mágica de viver com o tempo.  
Como eu queria ainda viver! 

Escrever

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“Certa vez me perguntaram quando e por que comecei a escrever. Não soube responder ao certo, inventei uma esculpa e saí da pergunta sem uma resposta. Aquilo ficou na minha cabeça por dias e, principalmente, noites. Quando foi que eu comecei? Por quê? Por quem? Amores e rolos à parte, acho que escrever sempre fez parte de mim. 

Através da escrita, eu me livro do que já não me serve, me lembro do que ficou, do que não foi e penso no que ainda pode ser. Aquelas e estas palavras tão minhas, tão nossas, agora voam livres sem destino certo por aí. Essa é a sensação que fica. Não molha como a lágrima, nem incomoda como um grito, mas preenche sempre o vazio que motiva. Algumas coisas precisam ser escritas para serem entendidas. 

Escrever com o coração vai muito além de colocar ordem nas palavras. É preciso coragem. Coragem para fechar os olhos e sentir o que acontece ou aconteceu por dentro. Enfrentar, organizar e entender. Pouca gente sabe, mas essa atitude é rara. É difícil. E, como a gente vive mudando, é eterna. 

Gosto de brincar que, quando tenho uma folha em branco, me transformo em uma super-heroína. Meu superpoder tem a ver com as palavras. Eu não salvo vidas, mas eu guio almas. Faço com que elas percebam que, não importa o quão distante estejam, existirá sempre um caminho de volta. 

Escrever também tira a gente da solidão. Não da física, mas da interior. Perceber que, independentemente do que nos aflige, jamais seremos as únicas a passar por isso faz tudo parecer mais fácil. É por isso que eu me encho de alegria quando alguém manda um e-mail dizendo que em algum texto consegui descrever algo indescritível. 

Porque, no fundo, no fundo, o que todo mundo quer é fazer o ouro entender o que se passa por dentro. Alguns compram uma rosa, outros tomam atitude, e eu? Escrevo.”

Depois dos Quinze – Bruna Vieira

http://www.depoisdosquinze.com

Sem título

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Existem momentos na vida em que você vira refém dos seus desejos e mesmo sem ter tempo de pensar em fatos banais, você se pega olhando pro passado e tentando consertar a si próprio. E isso não tem idade nem endereço, é simplesmente humano, sem explicações. Não é novidade o dia-a-dia não ter explicações. 

Você quer ser astronauta, mas tem medo de altura. Quer viver perigosamente, mas é extremamente bom com números. Quer ser livre, mas simplesmente não corresponde ao biotipo necessário para seguir na vida. 

Se um dia você tiver vontade de voltar ao destino de dez anos atrás e não souber como,  sempre vai ter alguém do seu lado. Você não sabe quem é e tem medo de escolher errado, de ser enganado, mas eu te mostro como. Eu sou o destino e você não acredita em mim, mas simplesmente não tem escolha. Você da os seus passos e eu te empurro como esse vento constante que sopra lá fora. E vou ser o que vai te salvar e depois de tudo não ser reconhecido. Parabéns pela sua coragem, você seguiu sozinho e virou astronauta, seguiu sozinho e foi liberto. Eu só peço que algum dia você perceba que eu salvei a sua vida há dez anos atrás e que correr sozinho é impossível, que as escolhas foram extremamente calculadas pelo aventureiro, temidas pelo astronauta e libertas pelo cara de trás das grades. 

Ruby Sparks

Ruby Sparks é um filme cativante e inspirador para os que gostam de escrever. A história de um gênio escritor que cria uma personagem em um livro e a transporta para a realidade. Essa é Ruby Sparks, uma menina de muita personalidade e uma namorada perfeita para Calvin. Ele descobre que quem controla a vida de Ruby é ele mesmo, ou melhor suas palavras. A partir daí se desenvolve uma bonita história de amor pela escrita e pela vida, ou melhor, pela solidão. 

“Essa é a história verdadeira e impossível de meu grande amor. Na esperança de que ela não leia e me repreenda eu omiti vários detalhes. O nome, o nascimento, a adolescência, marcas de nascença e cicatrizes. Mesmo assim, só me resta escrever sobre ela. Para dizer a ela: “Peço desculpas pelas palavras que escrevi para mudar você. Eu me arrependo de muitas coisas. Não consegui ver você enquanto esteve comigo. Agora que se foi vejo você em toda parte.

Alguém pode ler este livro e achar mágico mas se apaixonar é um ato de magia. Escrever também é. Disseram de O Apanhador no Campo de Centeio que o raro milagre da ficção tinha acontecido. Um ser humano tinha sido criado de tinta, papel e imaginação. Não sou um J.D Salinger mas testemunhei um milagre. Qualquer escritor confirma que na maior sorte e felicidade, as palavras não vêm de você mas através de você. Ela veio para mim inteira. Só dei a sorte de estar lá para apanhá-la.”