Bloco de notas

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Será que virou coleção e eu nem reparei? Tentando achar um assunto para um novo post, revirei mais uma vez a minha estante. Já vi que de lá podem sair muitas ideias. Tinha um em um canto, outro no outro, um lá em cima, outro esquecido dentro da caixa da viagem à Londres. Três outros na gaveta… Eu não podia deixar de fazer esse post, são muitos bloquinhos, cadernos, agendas com capas estilizadas. Nem todos couberam no plano de fundo improvisado, meu lenço de bolinhas.

Desde pequena, fui acostumada com muitos cadernos, papéis, lápis, folhas, borrachas, enfim, objetos de papelaria. Qualquer coisa nova que encontrássemos não tinha dúvida de que dentro de alguns minutos seria meu. Meu pai sempre foi obcecado por papelaria, seu sonho sempre foi ter uma, por isso, no meu antigo apartamento, o escritório virava deposito de réguas e lápis repetidos. Haviam gavetas e mais gavetas de material de papelaria inutilizado (até hoje).

Além de ter adotado do meu pai esse gosto por papelaria, eu também gosto de escrever, uma combinação perfeita. Um lápis e um papel e um pouquinho de imaginação são suficientes para se produzir um texto. Então, não pensem que meus bloquinhos estão todos em branco, alguns poucos estão preenchidos com a minha criatividade textual. Escrevo sobre o presente, sobre os sentimentos e sobre o meu ponto de vista, principalmente em relação a vida.

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Eis aqui um trecho de um texto até agora perdido atrás de dezenas de livros escrito em um bloquinho personalizado.    

[…] Eu penso que nasci para observar o mundo e não para viver se considerarmos vida a forma como as pessoas pensam nos últimos séculos. Eu queria ter conhecido o meu eu de antigamente, de séculos atrás. Não me conformo em ter meu lado humano, admiro mais meu lado animal. Tenho uma personalidade muito forte por fora, mas sou a mais dócil pessoa por dentro. Já conheci muitas pessoas que penso serem assim, mas infelizmente nunca pude verdadeiramente conhecê-las, porque elas nos impedem de perceber o outro lado. Meu lado humano rejeita esse mesmo tipo de pessoa, mas eu sei que no fundo minha missão é descobrir uma maneira de torna-las mais seguras. Digamos que a solução da humanidade seria colocar do avesso algumas espécies, principalmente a espécie da qual eu faço parte.

Não falo em pessoas brancas, nem em loiras, muito menos ricas, nem negras, morenas, pobres, mas falo da personalidade, e ninguém nunca nos expõem dessa maneira. Nunca ninguém nos destacou por sermos boas ou más espécies, mas frias ou mais sentimentais. Isso é algo que ainda não consegui descobrir. Sou fria ou sentimental? Eu sofro ou tento sofrer? […]

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