Página de esportes

Eu sou como um jornal. Imprimem em mim esses dias, tais meses, coisa de anos, anos bons, outros ruins. Trago sempre comigo notícias, daquelas, enfim. Anuncio um mês e um ciclo, sou também preto e branco. Ah, nunca se esqueça, apesar de tudo, quem manda aqui sou eu, então, queridos leitores, se cor eu quiser, cor em mim terá. Muitos me dão valor, outros ainda darão. Alguns já se foram, outros ainda se vão. Tenho curiosidade, mergulho em qualquer assunto, qualquer música, em qualquer mundo. Viveremos em Marte se é que o mundo acabou. Sei que vivo no mundo da lua quando sozinha estou. Os caminhos percorro ao encontro sempre de algo a fazer. Ser feito e ter feito são dois obstáculos a vencer. Procuro um futuro velho, de alguém que ainda tem que viver. A vida está aqui em mim, por onde ando. Quase sempre na mesma fonte, me ache esquisita, escreve pra mim. Bem arrumada, cabelo cortado e unha feita, sapato de salto e vestido de seda. Tudo pra viver como eu sei, nesse mundo de guerras e aflições. Impresso em mim só não está se parecer não ter soluções. Vai que sem rumo eu rasgo no meio da rua do Ouvidor. É essa minha vida de riscos, acho que não sei viver, porque se eu soubesse teria de estar com você. O perdi em alguma outra rua, num beco, em algum desapego. Não sei como você está, se serve pra peças frágeis, segura pra não quebrar. Você é uma página perdida no meio da multidão, mas quem sabe um dia ainda acho, o mundo não é grande não. Uma página de esportes, onde estaria você? Espero que esteja na sorte, aquele que um dia eu vou ter. Um dia a gente morre, um dia a gente tem que morrer. A vida sempre acaba, de jeito e de outro também. Os ricos não sabem de nada, quem sabe é o povo que tem. Tem o papel preto e branco, papel de jornal vai e vem. O rico só sabe de esquerda, egoísmo, fingindo o bem. A gente, papel fino e sábio, que move o mundo que tem, só quer ser colorido, encontrar o esporte perdido e nesse mundo notar o que tem de sempre ser lido.

 

P.S: Quem sabe um dia a gente se acha, perdido no escuro. Percebe que o preto é o claro da alma humana, que sem procurar ninguém acha e que persistir não é remédio. O destino tem o roteiro, aquele que tá no jornal, aquele que você também lê. A lua é a mesma, o escuro também, mas você sabe, o claro não são todos que tem. Pense nisso.

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